Sentimento critico

Sábado, Maio 16, 2009



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Domingo, Maio 10, 2009



Essência do meu personagem.

Faço dos meus pensamentos meus atos.
Nos meus atos
Represento a minha essência.
E na minha essência
Represento o mais puro eu,
Sem interferência
Ou interveniência alheia.

O que digo é o que penso
E o que penso
Às vezes não soa muito bem.

Existem personalidades alteradas
Por mentes sem personalidade.
Há os que acreditam em tudo que ouvem
E não analisam a verdade.
Isso é falta de personalidade!

Aos que se moldam pelos outros.
Aos que pensam com os outros
E assimilam sem filtragem
Ao instinto coletivo
Eu peço autenticidade
E personalidade.

Quem me molda não é o mundo,
Muito menos sua vaidade.
Eu me fiz pelo meu rumo,
E abomino aos que se
Fizeram pela sociedade.

BrunoricO.


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Domingo, Abril 26, 2009



Perguntas feitas pra Deus.

Qual o futuro dos desafortunados?
Será verdade que os humilhados
Serão exaltados?

O Senhor fez o mundo?
O Senhor fez o homem?
E por que não terminou o projeto?

Por que existem humanos desumanos?
Por que Abel foi morto por Caim?
Por que esse mundo tão cruel
Ainda não teve seu fim?

Por que Eva mordeu a maça?
Por que deram a Judas o cargo de traidor
E a Pedro o cargo de santo?

Por que existem guerras eu Teu nome?
Por que o mundo já nasceu no pecado?
Por que quem faz o certo é visto como errado?

Por que Teus filhos acham que beleza
É sinônimo de bondade?
Sendo que Lúcifer era o Querubim mais belo
E decaiu para a maldade.
Por que tanta ignorância Senhor?
Por quê?
Pra quê?

E por fim a pergunta que mais
Me consome:

Existe mesmo semelhança
Entre o Senhor e o bicho homem?

BrunoricO.


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Sexta-feira, Abril 24, 2009



Violão sem corda.

Existem coisas sem sentido.
Existem os que acham sentido
Em viver sem ser sentido.
Tais seres sofrem de profundo desvario.

Será que os loucos
Se enxergam como loucos?

Acho que não.
Se não eles não seriam loucos.

Alias, há sentido na loucura?

Acho que sim.
Se não o são não existiria.

E por falar em são...

O mesmo,
Passou em frente
A um manicômio
E ficou observando
O louco tocando
O seu violão sem corda.

Enquanto o louco
Alegremente tocava,
O são se entristecia
Por não ouvir a canção
Que no louco proporcionava
Imensurável alegria.

Ao chegar em casa,
O são arrancava alegremente
As sete cordas do seu violão.



Brunorico.


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Domingo, Abril 19, 2009



Só e só!



Na companhia
De sons emudecidos
Comunico-me
Comigo mesmo,
Respeitando o silêncio
Imposto pelo ser
Oposto que não
Se faz presente.

Caminhando em forma de nó
Vou sonhando só
E evoluindo de ré
Em meu mundo sem fé.

Ao caminhar
Ouço somente os passos
De um andar
Mais do que familiar.
Formo comigo mesmo
Um casal sem par
E um relacionamento
Egocêntrico mais do que peculiar.

Amo-me como
Jamais amaria outro ser.
Sonho em ser o que sou
E não com o que nunca
Poderia ser ou ter.
Abandono-me
Quando esqueço
De mim e penso em ser
O que não preciso ser.
Isso ocorre em momentos
Em que me escapa a lucidez.
Pura insensatez!

Não sei pra quê.
Não sei por que
As pessoas choram por pessoas.
Se a pessoa por que choras
Não passa de um personagem
Sem bagagem, sem alma
E sem coragem.

Prossigo na estrada singular,
Sempre me escondendo
Das companhias
Que insistem em me encontrar.

BrunoricO.


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Domingo, Abril 12, 2009



Que assim seja.

Que o "assim seja",
Seja finito assim como
O "seja como for"
Não se transforme
Em conformidade
De um ser sem valor.

Que as aceitações
Não sejam vagas
E sem motivos.
E que a mesma aceitação
Não seja em vão,
Respeite a razão e que
Com a emoção não entre
Em conflito.

É preciso ser sucinto
Nas respostas.
É preciso aprender a respeitar
Os verdadeiros desejos do coração
Diferenciando o sim do não.
Pois nem toda resposta
Positiva tem um bom motivo,
E nem toda negação
É negada com verdade.
Por isso é preciso
Agir sempre com sinceridade,
Seja no negativismo,
Seja na positividade.

Negativo é o que pensa
Como um todo
E positivo é o que pensa
Por todos.

É preciso que os seres coletivos
Pensem por si só,
E que nessa jornada
Não vivam só,
Sem coletividade.

É preciso que os humanos
Pensem como uno
E não como humanidade.
Pois não é justo
Julgar sem analisar.
Não é correto
Analisar sem pensar.
E não é viável
Pensar sem questionar.

Questione o mundo.
Duvide de tudo.
Se preciso mude o rumo.
Mas não aceite
Inerte e calado
O "que assim seja".
Pois quem deseja mudança
E evolução precisa ter ação.
Já que corpo sem reação
Não gera revolução.

E que assim seja!

BrunoricO


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Domingo, Março 29, 2009



Evolucionismo.



Neanderthal fora no passado.
Evolutivo pelo tempo,
O humanóide
Se perdera no presente.

Encontra-se ausente
De força
E suficiente de ego.
Engana-se na confusa
Disputa entre o errado
E o correto.
Parece perdido
Nesse mundo
Desvairado e incompleto.

Carente da profunda evolução
Assiste sem ação
Diante da tela
Sem expressão
As barbáries do dia-a-dia.
Talvez se fosse
De fato um homo sapiente
Seria um pouco
Mais ativo
E menos incoerente.

Escravo da tecnologia
Vive mentalmente em avaria,
E fisicamente em nostalgia
Com uma saúde que
Um dia fora sadia.

Caracteriza-se
Como um ser egoísta
Que constrói
Eficientemente
O erro perfeccionista.

Prisioneiro da cela
Em forma de tela
Vive evoluindo,
Mas sempre de forma incorreta.

BrunoricO.


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Sábado, Março 21, 2009



Vadio andarilho.



Parece não haver
Mais nada
Por onde ando.
Por onde ando
Não desejo
Mais andar.

Eis me aqui como um
Vadio andarilho,
Seguindo meu suposto caminho
Como se fosse
Um trem sem trilho.

Cambaleio no percurso
Que me fora entregue
Sem eu nada pedir.

Sigo em frente
Num rumo incerto
Que perdura no intuito
De nada atingir.

BrunoricO.


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Quinta-feira, Março 12, 2009



Ciclo da vida.

Patavina sei sobre
O incansável amor.
No máximo, tenho
Conhecimento
Da sua mais cruel
Consequência:
A dor!

Tão pouco me julgo
Conhecedor do
Místico viver.
Vivo tentando
Nada querer.
Por fim acabo tendo
O que não precisava ter.
E o que realmente quero
Vivo sem ter.

Heróicos são
Os que nasceram
Sem chorar.
Lendários são
Os que nasceram
Sem rumo
E encontraram
O seu mundo
Sem sequer procurar.

Astutos foram os
Que nasceram sem dor,
Cresceram no esplendor do amor,
Envelheceram com louvor
E morreram sem conhecer
O choro do dissabor.

BrunoricO


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Quinta-feira, Fevereiro 26, 2009



Ao contrário.

De trás pra frente
Olhando pra trás.

De frente pra tudo
E de costas pro mundo.

No giro do mundo
Eu paro e perco o rumo.

Na inércia habitual
Do humano trivial
Eu me faço veloz,
E me torno um ávido casual.

Sem causa
Sigo a causa.
E sem evolução
Faço a revolução.

Sem rumo
Ajusto as velas.
E sem mar
Ponho-me a mergulhar.

Sou cavaleiro errante
Que segue a trilha certa.
Represento a placa sem seta
Que indica a entrada correta.

Não tenho dinheiro
Mas sou dono de tudo.
Vivo entorno do torto
Mas sigo reto o percurso.



BrunoricO.


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Terça-feira, Fevereiro 24, 2009



Acabou o carnaval.



As serpentinas
Já não pairam pelo ar.
Os confetes colorem
O chão que fora
Passarela da ilusão
Em momentos
Em que o solitário
Se divertia na multidão.

As ruas redescobrem o silêncio.
O silêncio redescobre
A sua existência.
A presença da ausência
Constrói a saudade
De uma festa
Já sem subsistência.

Nas cinzas
De uma quarta-feira
Esconde-se o folião
Exaurido de corpo
E desiludido de alma.

Folião agora carente,
Que lembra com
Melancolia dos amores
De um carnaval já ausente.

Diante do dissabor,
E com um vazio
Sem igual,
O folião conclui
Com uma lágrima no rosto
Que acabou o carnaval.

BrunoricO.


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Segunda-feira, Fevereiro 09, 2009



Forças da natureza.

Joguei no vento
As folhas
Que continham
Os escritos do passado.
Quero escrever
Novas linhas.
Preciso colorir
Com novos tons.

Do mesmo vento
Que me desfiz do passado
Refiz-me para o presente
E preparei-me para
O futuro.
Consegui sentir
Na força da natureza
A essência da vida.
Consegui sentir
Na força do vento
A fraqueza da vida.
Entendi quão fraco
Somos ao aparentar
Uma força inexistente
Para confortar
O ego.

Não devemos nos enganar
Com a aparente suavidade
De um tempo sem tormenta.
Nem devemos nos assustar
Com as tempestades repentinas.
Devemos sim, entender
Que a natureza
Nos faz compreender
O incompreensível.
Devemos entender
Também
Que os dias de sol
E os dias de chuva possuem
O mesmo apreço.

Sol e chuva
Possuem o mesmo criador
E atingem as mesmas
Criaturas.

Se estiveres passando
Por dias ensolarados
Não se esqueça
Que uma tempestade
Repentinamente
Poderá surgir.
E se estiveres passando
Por dias de tormenta
Não se esqueça
Do brilho do sol.

Devemos crer
E entender
Que fazemos parte
De um ciclo cósmico natural,
Onde a força da natureza
Transforma um fraco em forte
E dá vida ao
Que na vida padecia.

Somos parte
Da onda que se quebra,
E do vento que do
Nada se constrói
E no nada se destrói.

Do que viemos voltaremos.
E na natureza
Eternamente permaneceremos.

Somos parte
De um todo
Que para todo
O sempre existirá.

Somos, portanto imortais.



BrunoricO.


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Segunda-feira, Fevereiro 02, 2009



E se fossem anjos e deuses jogados ao chão?

Jogados no chão
Eles se sentem como lixo,
Vivem como lixo
E são vistos como tal.

Não possuem mais
Forças para sair dali.
As poucas que possuíam
Foram minadas
Pelo julgador
Que aponta,
Afronta
E desdenha
Do ser por trás da casca
Do medo.

O medo, aliás,
É o regente
Da ópera maldita.
O medo invoca
E provoca o julgamento
Antecipado e inadequado
Do ser jogado ao chão
Que carece de compreensão.

Chão que exibe morte
Em forma de gente
Ainda viva.
Chão pisado por vivos
De corpo
Mas mortos de alma.

Seria o chão da Terra
O céu do inferno?
Seriam anjos e deuses
Os habitantes do chão
Da Terra?

Ironia seria
Se os vistos como demônio
Fossem entidades do bem,
E os vistos como santo
Fossem entidades do mal.

Se os moradores
Do chão
Forem anjos e deuses
Os julgadores e apontadores
Já não possuem
Escapatória para a salvação.



BrunoricO.


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